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Sítio arqueológico Sambaqui da Tarioba, em Rio das Ostras, inspira pesquisa na área de Odontologia

Características da dentição e hábitos alimentares e sociais dos sambaquianos foram analisados

O povo sambaquiano, que habitou Rio das Ostras há mais de 3 mil anos, foi objeto de estudo de uma pesquisa na área de Odontologia. Reunidas no Museu do Sítio Arqueológico Sambaqui da Tarioba, localizado no centro da cidade, ossadas de 20 indivíduos tiveram as suas dentições analisadas pelo riostrense Daniel Camacho, 22 anos, que cursa o 8º período de Odontologia na Universidade Federal Fluminense, pólo Nova Friburgo. Selecionada pela comissão organizadora do Programa do Pesquisador Iniciante em Odontologia (PIO), o trabalho será apresentado na 25ª reunião anual da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica, que acontece entre 30 de agosto e 2 de setembro em Águas de Lindóia, no Estado de São Paulo.

No início deste ano, durante uma aula sobre desgaste de dentes, comparando hábitos alimentares e dentição de povos antigos e da geração atual, Daniel lembrou que em Rio das Ostras tinha uma vasta fonte de pesquisa no Sambaqui da Tarioba, único museu 'in situ' do Brasil, ou seja, inserido dentro do próprio sítio arqueológico. Logo buscou contato com a Fundação Rio das Ostras de Cultura, órgão responsável pelo gerenciamento do museu construído sobre o sítio registrado pelo Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB) em 1967.

Em seguida procurou o próprio IAB, onde teve acesso a reserva técnica do Sambaqui da Tarioba com muitas arcadas que foram fotografadas e documentadas. O material pesquisado deu sustentação ao trabalho com o título "Características da dentição e as relações com os hábitos alimentares e sociais dos sambaquianos". Segundo Daniel, é possível compreender a evolução da mastigação no homem moderno através da anatomia de dentes dos integrantes das sociedades sambaquianas.

"Outro aspecto que vale ressaltar é a importância do estudo da paleontologia odontológica, que é pouco explorado, porém muito rico e de grande valia para o entendimento da evolução dos hábitos alimentares. Com o acervo existente, a divulgação da pesquisa pode atrair ainda mais cientistas para o município", acrescentou Daniel.

O estudante faz questão de lembrar que a pesquisa é resultado da colaboração entre a Fundação Rio das Ostras de Cultura e UFF/NF, com a participação da aluna do 8º período Priscilla Flaviane dos Santos como co-autora, dos professores Jorge Catarcione e Cláudio Pinheiro Fernandes, este último como orientador. O projeto contou ainda com a colaboração de Juber de Decco, do Instituto de Arqueologia Brasileira, e Denise Chamum, curadora do Museu do Sítio Arqueológico do Tarioba em Rio das Ostras.

Museu - Exposição permanente de peças encontradas em Rio das Ostras catalogadas pelo Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB). Possui uma área escavada com restos de esqueletos fragmentados e exposição de objetos de adorno, ostras gigantes, conchas, pedras (batedores e quebra-coquinhos), que caracterizam a ocupação de uma antiga civilização estimada entre 3,8 mil e 2 mil anos.

O endereço é Rua Dr. Bento Costa Jr., 70, Centro. Funcionamento de terça a sexta-feira, das 10h às 18h, e aos sábados, das 14h às 18h. A visitação em grupo deve ser agendada. Informações pelo telefone 2764-6350.



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FONTE: Secretaria de Comunicação Social