Escolas levam à Casa de Cultura tecnologia inovadora que une arte e acessibilidade

Equipes da escola Pensi Casulo e Robótica School apresentaram um protótipo de dispositivo que permite a pessoas com deficiência visual apreciar e produzir obras de artes visuais

Como levar a emoção das artes visuais a pessoas que têm dificuldades de
visão? Esse foi o desafio aceito pelas equipes da escola Pensi Casulo, de Rio
das Ostras, e pela Robótica School. Os alunos e professores envolvidos na
iniciativa escolheram a Casa de Cultura do Município para apresentar o
protótipo do projeto “The Touch Art – Vibre com as cores!”, que
transforma cores em padrões de vibração. Isso permite que pessoas com
deficiência visual interpretem e criem artes visuais, além de propor uma nova
linguagem artística que explora sensações.  

 

Segundo os idealizadores, a Unidade da Fundação Rio das Ostras de
Cultura foi o local escolhido para a apresentação por ser uma das grandes
referências culturais da Região e por representar o ambiente certo para fazer a
proposta ganhar vida, unindo tecnologia, arte, inclusão e cultura com o apoio
da gestão do espaço.

 

“É gratificante ver que a Cultura serve de inspiração para jovens
desenvolverem projetos inclusivos ligados a arte. E saber que a nossa Casa de
Cultura Bento Costa Júnior foi escolhida para essa apresentação nos enche de
orgulho. A Fundação de Cultura está sempre de portas abertas para iniciativas
como essa porque a arte é para todos. Todos os envolvidos estão de parabéns”,
declarou Rosemarie Teixeira, presidente da Fundação Rio das Ostras de Cultura.

 

 

Os integrantes do Projeto são os alunos Maria Cecília, Gabriela e
Daniel, com orientação de Leonardo Veloso, do Pensi Casulo, e Shelomi Ferreira
da Silva, pela Robótica School.

 

A Robots, do Pensi Casulo, explorou principalmente a aplicação do
projeto na Educação e no ambiente escolar, enquanto a Robótica School
direcionou o trabalho para museus, exposições e espaços culturais.

 

CORES QUE VIBRAM – Apresentando uma
nova forma de sentir e interpretar a arte, a tecnologia transforma cores em
diferentes padrões de vibração, permitindo que pessoas com deficiência visual
percebam e compreendam obras visuais pelo tato.

 

Essa possibilidade também leva autonomia de criação artística a pessoas
cegas, que podem se tornar criadoras de artes, produzindo suas próprias obras
por meio da nova linguagem.

 

“A ideia vai além da acessibilidade. Qualquer pessoa pode experimentar
uma nova perspectiva sobre as cores. O artista pode relacionar cada cor a uma
sensação: o vermelho, por exemplo, pode transmitir energia e agitação por meio
de uma vibração mais intensa, enquanto o azul pode representar calma com uma
vibração mais suave. Assim, o projeto propõe até mesmo uma nova linguagem
artística baseada no sentido da vibração, na qual novos artistas podem criar
obras pensando não apenas no que será visto, mas também no que será sentido.
Com o protótipo, pessoas com deficiência visual também podem deixar de ser
apenas público e se tornar criadoras de artes visuais”, explica 
Shelomi da
Silva.

 

A iniciativa vai ao encontro dos esforços da Fundação Rio das Ostras de
Cultura de promover arte para todos, a partir de ações inclusivas, de forma que
toda a população se sinta bem-vinda nos espaços culturais da Cidade.

 

EDUCAÇÃO – O Projeto nasceu dentro do ambiente escolar
como forma de despertar nos jovens a curiosidade e a vontade de melhorar o
mundo por meio da Ciência, incentivando-os a atuar como novos cientistas e
criadores.

O projeto amplia a visão dos alunos ao mostrar que a robótica pode se
conectar com a cultura e a arte, influenciando positivamente a sociedade e
permitindo que os estudantes explorem múltiplas frentes de atuação.

 

As equipes carregam uma trajetória de muitas conquistas: são octacampeãs
brasileiras, já conquistaram o título de campeãs mundiais da First Lego
League
 (FLL) Jr. e também de campeãs brasileiras da WRO (sigla em
inglês para Olimpíada Mundial de Robótica), resultado que levou os alunos a
representarem o Brasil na WRO, na Tailândia.

 

Os jovens vão representar Rio das Ostras e o Estado do Rio de Janeiro na
próxima etapa da WRO, que será realizada ainda esta semana, em 29 de agosto, em
Joinville/Santa Catarina.

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