Rio das Ostras fortalece integração do trabalho dos ACS e ACE
Município participou do Fórum “Agentes em Rede”, que reuniu Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) da Baixada Litorânea
Rio das Ostras prioriza o fortalecimento e integração do trabalho dos Agentes Comunitários de
Saúde (ACS) e dos Agentes de Combate às Endemias (ACE), como forma de oferecer
melhor atendimento de Saúde à população. Nesse sentido, o Município participou,
no último dia 23, do Fórum “Agentes em Rede: Construindo Resultados em Saúde”,
que integrou os profissionais da Baixada Litorânea.
O Fórum é uma iniciativa estadual voltada para a educação permanente, cujo objetivo é
fortalecer e integrar os ACS e ACE. O encontro contou com palestras sobre os
desafios do território e a importância do trabalho em conjunto, dinâmicas de
grupo, plenárias e debates sobre os determinantes sociais de Saúde.
INTEGRAÇÃO – A Integração no Território traz muitos
benefícios, como o território único (ACE e ACS passam a compartilhar a mesma
área geográfica), o cruzamento de dados (O ACS alerta o ACE sobre focos em
visitas cotidianas), as ações conjuntas e a agilidade que reduz o tempo de resposta
do Município diante de surtos epidemiológicos.
Para a superintendente de Vigilância em Saúde, Nirvana Braga, “a unificação de ações entre a Atenção
Primária à Saúde e a Vigilância em Saúde transforma o modelo de atendimento
público: ela deixa de ser reativa (tratar a doença após ela surgir) e passa a
ser proativa (agir nas causas antes que as pessoas adoeçam). O olhar carinhoso
com identificação oportuna das duas equipes consegue reconhecer as fragilidades
e vulnerabilidades dos munícipes, otimizar o encaminhamento ágil de pacientes
para exames e diagnósticos e vincula os dados de visitas domiciliares à dados
epidemiológicos. Em termos práticos, essa fusão une a clínica e o cuidado ao
território e ao ambiente”.
“A integração entre os Agentes Comunitários de Saúde e os Agentes de Combate às Endemias
representa um avanço estratégico na consolidação da Atenção Primária à Saúde
(APS) como eixo estruturante do SUS. Essa articulação fortalece a vigilância
territorial e potencializa a capacidade de resposta dos municípios diante dos
desafios epidemiológicos. Ao compartilhar o mesmo território, ACS e ACE
constroem uma rede de cuidado que conecta informação, prevenção e ação, transformando
dados em decisões e decisões em resultados”, diz Fernanda Peres, gerente geral da
Atenção Primária à Saúde.
Essa sinergia
entre clínica, território e vigilância é o caminho para um modelo de saúde mais
resolutivo, equitativo e sustentável.
O Município
participou com servidores das duas categorias e representantes da gestão.

